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Exposição Bruna Grassi

 

Passado Contemporâneo : Reeleituras em obras raras

na PUC - SP

foto: Bruna Grassi

por Bruna Grassi de Miranda

O trabalho que apresento-lhes é um exercício de reflexão aonde um olho vê e o outro sente. Há uma poiesis da imagem que caminha lado a lado com acontecimentos Históricos, como em ‘Tábuas dos Roteiros de Dom Afonso de Castro XVI’ e sua releitura: há um drama em movimento. Como uma ponte entre o distante mundo das obras raras, a citar “Os Lusíadas” de Camões, para o nosso mundo crível e concreto, as releituras caminham em tons Oníricos, abstratos e surreais, a fim de mimetizar a impactante apreensão emocional que ocorreu-me quando fiquei à frente destas obras, raríssimas. Também como referência às nossas “identidade” e “origem”, as obras, enquanto documentos, e a própria Biblioteca Joanina, expandem nossa consciência Histórica, colocando-nos em um determinado Tempo e Espaço: “- O passado está bem aqui, diante de mim!” – exclamo diante da espetacular e imponente obra arquitetônica, a Biblioteca Joanina. Sabemos que nos escapam os bens, os espaços, as emoções, mas que pelo tempo, a arte permanece – ela nos permite o “para sempre”; conserva-o. O trabalho que tenho desenvolvido há quase um ano segue o cuidado desta seleção: documentos-obras que detenham, imobilizem, conservem não apenas as referências visuais externas de sua época, mas sim que preservem tudo o que se viveu “por dentro”. É também uma experiência de compreender o destino do homem em seu tempo e para além dele. Pretende-se, contudo, manter viva a memória dos documentos-obras estimulando novas investigações e criações. Agradeço imensamente à Universidade de Coimbra nas figuras dos Exmo. Vice-Reitor Dr. Vítor Murtinho, Dr. José Bernardes e Dr. Maia do Amaral pela autorização, apoio e credibilidade empreendidos para a realização deste trabalho; à Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, especialmente às Dra. Ana Salles e Dra. Regiane Caire, pelo carinho e talento dedicados a este projeto e pelo convite, sem o qual o presente não aconteceria; por fim, porém não menos especial e relevante, ao Foto Cine Clube Bandeirante, cuja paixão e dedicação aos estudos fotográficos destacam o mais antigo fotoclube brasileiro ainda em atividade, na figura do Exmo. Sr. Presidente José Luiz Pedro, pelo apoio, amizade e curadoria. A todos, muito obrigada!


Saindo da Zona de Conforto – releituras em obras raras Bruna Grassi de Miranda


Certa vez, Roland Barthes disse ser a fotografia algo que reproduz mecanicamente o que jamais voltará a ocorrer existencialmente. De fato, os ocorridos em tempos idos permanecem ao passado e apenas suas materializações transportam ao presente elementos físicos de suas respectivas existências: documentos, fotografias, impressões, etc. Fico com a ideia do registro fotográfico sobre o tempo. Fico com a ideia de que o fotógrafo ou o autor da linguagem fotográfica conduz o espectador para além da realidade ou o que poderia ser. Sustentado por uma semiologia, o entre-tempo discursivo entre autor e obra caminha por linhas e elementos entre a obra e os sentimentos. A fotografia, enquanto obra de arte, compreende também um processo de decodificação. Cada elemento apresentado proporciona o cruzamento de sentidos e trocas de significados, passagens temporais e ampliações de espaços. Como representação visual de realidades e sentimentos, ganha o sabor expressivo comandado por seu autor. Mas, até que ponto a representação pretende ser confundida-mixada com aquilo que representa? Compreender estes tons distintos e codificados é também um exercício de observação e sensibilidade. Há, portanto, um processo ao qual o espectador atua tanto quanto vive: institui-se um representante contextualizado e com horizontes definidos que poderá ou não mudar de lugar. Ou seja, o assunto fotográfico inicial não será necessariamente o mesmo apreendido pelo receptor. Sensações de desconforto, estranhamento e, até mesmo, aflições, angústias ou de um êxtase catártico serão embasados de acordo com o repertório sócio-cultural de cada indivíduo. O pensamento comum “gosto/não gosto” compreende-se a partir da identificação com a obra, mas não se vincula à estrutura e qualidade da mesma. A esta completa apreensão se faz necessário deixar de lado o olhar vertical e arriscar-se um pouquinho mais. Os sentidos de tempo, sincronia ou assincronia e duração de uma obra fotográfica dialogará diretamente com o tempo do espectador; com o seu tempo experimental social e cultural. A perspectiva temporal conduz o olhar de quem assiste aos elementos que devem ser descodificados. A este exercício cabe a decisão do receptor. É preciso sair da zona de conforto e adentrar a este ponto de vista sobre o tempo. Quando isto ocorre há uma identificação com a representação de sensações propostas pela obra. A experiência do tempo conduz esta duração descodificando símbolos e signos. A imagem é sentida.


SERVIÇO
www.pucsp.br/videoteca | www.BrunaGrassi.com


Data: 18.10 a 31.10
Espaço Cultural Campus Perdizes
Local: Biblioteca Nadir Gouveia Kfouri
Rua Monte Alegre, 984
Perdizes - São Paulo - SP
Contatos: (11)3670-8267 ou 3670-8024


Data: 04.11 a 30.11
Espaço Cultural Campus Consolação
Rua Marquês de Paranaguá, 111
Consolação - São Paulo - SP
Fone: (11) 3124-7200
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