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Exposição: Cidade Nua

Rodrigo Whitaker (ver curriculum)

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CIDADE NUA

texto: José Reis

Nesta exposição há cenas corriqueiras que, em sua nudez, apresentam uma visão e interpretação criativas, junto a uma composição onde se destacam linhas e formas do assunto fotografado.

São detalhes colhidos aqui e alí, nesta cidade, que o artista-fotógrafo, Rodrigo Whitaker, apresenta em toda a sua simplicidade.

Locais por onde passamos quase que diariamente, mas em nossa visão prática, esses detalhes ficam totalmente despercebidos. Não mais os notamos. Olhamos mas não vemos !

Outra característica desta mostra é a sensação de calma e tranquilidade que transparecem em cada foto. E isto, numa cidade agitada e nervosa como São Paulo, é de uma beleza, claramente mostrada pela sensibilidade do autor.

Um olhar contemplativo !

As fotos expostas estão de tal maneira unificadas que mesmo olhando-as individualmente, sobressai o sentimento de carinho e de amor, que o Rodrigo sente por esta cidade.

Cidade Nua e Crua.


Texto: Rodrigo Whitaker

rwsalles@provida.org.br

 

As fotografias deste ensaio (nem sei se é um ensaio! Aliás, o que vem a ser isso?) sobre São Paulo foram feitas com uma câmara 4 x 5 construída por mim mesmo, inspirado nas câmaras HOBO existentes no mercado americano.

HOBO é uma espécie de andarilho, meio vagabundo, o cara que perdeu o emprego e vai em todos os lugares levando sua própria trouxinha, enfim, um cara que não tem teto, e que se abriga onde haja um que o acolha. E foi exatamente este o fator que me atraiu, ou seja, andar por aí com uma 4 x 5 leve na mão, fazendo fotos com muita qualidade e selecionado ângulos e assuntos que me dissessem alguma coisa, sem um roteiro preconcebido, e livre das limitações de movimento e tempo que um equipamento de grande formato normalmente acarreta, mas com a qualidade do mesmo.

Na cabeça, apenas a intenção de captar o que acreditava corresponder ao arquétipo da "paulicéia desvairada", no dizer de Mário de Andrade. Para tanto, as fotos deveriam ser contemplativas, sinergizando expressividade, informação e alta qualidade técnica. Não como cartões postais que se vendem em aeroportos, que para mim são somente informativos, embora não os despreze, dentro de sua finalidade. Além disso, deveriam ser uma síntese do que aprendi em matéria de fotografia até hoje. Por isso, escolhi a sintaxe do branco e preto, onde me sinto bem à vontade, pois eu mesmo processo os negativos, de acordo com minhas calibragens, usando tempos de revelação diferentes para ajuste de contraste. Depois, escolho o papel, seleciono filtro do contraste que acho adequado, amplio até ficar satisfeito com os resultados, utilizando-me de proteções e queimadas localizadas quando necessário, e selenizando as ampliações para exibição. Estava me devendo este trabalho, há muitos anos.

Como se vê, num só trabalho, procurei ajustar a técnica a uma necessidade de ordem estético-expressiva. Na minha proposta não cabia realizar o trabalho em 35 mm ou em formato médio, pois sei que não me satisfaria plenamente. Por outro lado, sentia que sair na rua com uma 4 x 5 tipo Sinar e um tripezão, comprometido a arrumar toda a parafernália uma vez em frente a um assunto, com a conseqüente perda de tempo, chegada de curiosos e perguntas, etc., seria contraproducente. Daí a solução da HOBO, que me pareceu exatamente o que estava procurando. Não me enganei. É claro que a minha câmara de foco fixo tem suas limitações, mas os benefícios conquistados superaram-nas em muito. Usei um tripé leviano em algumas situações, mas tudo chassis, fotômetro, câmara, tripé, filtro (um só, e de gelatina), tripé, caderninho p/anotações, enfim, o essencial, - podia ser levado numa sacola de fotógrafo comum, talvez um pouco maior, com pouco peso e possibilitando plena liberdade de movimentos.

São Paulo é uma cidade que reflete bem nossa cultura importada e nosso povo. Ainda não aprendemos a respeitar e cultivar nossa própria história. Refiro-me à massa dos brasileiros em geral, obviamente. Nossos ícones vivem fustigados pelo descaso. Não há um só que não carregue a marca do vandalismo. Também somos comodistas. Por exemplo. o Largo São Francisco, um lugar tradicional, onde se situa a famosa Faculdade de Direito, é um lugar imundo, com futum de urina, além de perigoso. A Praça do Patriarca tinha um belíssimo piso de pedras que formavam um desenho, uma espécie de rosácea. Recentemente foi violentado para instalação de cabos subterrâneos. Simplesmente tamparam o buraco deixado com uma laje e sequer se ocuparam em refazer o desenho. Sem mencionar mendigos e moradores de rua que infestam a cidade. Mas isso é um problema nacional, claro. Existe um movimento chamado "Viva o Centro" não oficial, que, espero, irá trazer algumas melhorias. Quero dizer ainda que meu trabalho não tem previsão para terminar. São Paulo é muito grande. Portanto, continuarei indefinida e descompromissadamente, quanto a horários e prazos, a captar ângulos desta cidade, sempre com minha HOBO.

(Exposição ficou em cartaz no FCCB em Janeiro de 2000)

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